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Como conquistar uma criança que está grudada com o responsável?

Quem nunca se deparou com aquele tipo de criança que fica grudada com a mãe ou com o pai? O pequeno pode até querer ficar brincando com você, porém não quer que o responsável por ele vá embora. Deixar o adulto “preso” não é uma boa ideia, pois, se isso acontecer, acredito que o nosso papel, como professores e recreadores, será quase nulo. Deixar o menino ou a menina ir embora deve ser a última das alternativas, depois que todas as estratégias de convencimento falharam.

Este tipo de episódio costuma acontecer mais com crianças pequenas, na faixa dos dois aos cinco anos de idade. Isso é bastante natural, pois, o vínculo afetivo com os pais (principalmente com a mãe) é bastante forte nesta faixa etária. Existem vários fatores que podem fortalecer ainda mais este laço, como gravidez difícil, doença grave ou até divórcio. Não vamos especificar muito porque não é este o objetivo deste artigo.

CONQUISTA-SE UMA CRIANÇA TRANSMITINDO SEGURANÇA.

Toda criança gosta de se sentir segura, porém com os menores esta sensação é bem maior, principalmente quando ela fica sob responsabilidade de um desconhecido. A dica que eu dou é bastante clara: Como qualquer pessoa, as crianças gostam de conviver com adultos confiantes e seguros de si mesmos. Se ela perceber sua insegurança, inconscientemente, achará que você é incapaz de cuidar dela e há chances dela não querer ficar com você e nem respeitar sua autoridade. Se você chegar nervoso ou inseguro na primeira abordagem, são poucas a chances de sucesso. Já vivi os dois lados dessa moeda, pode acreditar.

Toda criança gosta de se sentir segura, porém com os menores esta sensação é bem maior, principalmente quando ela fica sob responsabilidade de um desconhecido.

Toda criança gosta de se sentir segura, porém com os menores esta sensação é bem maior, principalmente quando ela fica sob responsabilidade de um desconhecido.

ALGUMAS DICAS:

– PEÇA PARA O RESPONSÁVEL FICAR UNS MINUTOS: Peça compreensão do responsável para que ele fique alguns minutos com a criança, até ela se sentir segura e confortável no ambiente.

– FIQUE COM O CONTATO DO RESPONSÁVEL: Pegue o telefone do pai ou da mãe e mostre isso para ela. Diga para a criança não se preocupar porque, se ela precisar de algo, você telefonará ou mandará um what´s imediatamente para o papai ou a mamãe.

– CONVERSE COM A CRIANÇA: Pergunte o que ela gosta de fazer, quais são seus desenhos favoritos, brincadeiras que ela mais gosta e etc. Entre no mundo dela, brincando e elogiando a mesma. (Dicas das professoras Patrícia Dias Oliveira e Viviane Vieira no nosso grupo)

OPTE POR BRINCADEIRAS OU BRINQUEDOS QUE ELA TALVEZ JÁ CONHEÇA: Caso a criança esteja fechada, ou seja, não esteja a fim de conversa, convide-a para brincar de alguma brincadeira clássica. Pega pega, estátua, esconde-esconde são atividades bastante conhecidas. Elas já devem ter brincado disso na escola ou com os amiguinhos em algum lugar, o que pode ser positivo para que ela queira ficar com você. Ela precisa de familiaridade, então esta não é hora para inventar nada.

PRESTE A ATENÇÃO NO QUE A CRIANÇA SE INTERESSOU: Se você percebeu que ela está interessada em um brinquedo ou alguma outra coisa, use isso como uma forma de quebrar o gelo.

CASO 1:

Tive um menino que não queria que a mãe fosse embora, mas também não queria ir com ela. Percebi que o mesmo se interessou por um joguinho de basquete que eu tinha lá no espaço. O brinquedo parecia uma oca infantil, porém, tinha uma cesta de basquete e umas bolinhas de plástico (daquelas de piscina de bolinhas). Então, me ofereci a brincar com ele e o desafiei a fazer mais cestas que eu. No final da noite, aquele menininho tímido era o mais agitado do espaço e não queria ir embora de jeito nenhum.

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Este foi o brinquedo que conquistou meu aluno :)

 

– FIQUE COM ELA POR ALGUM TEMPO: Mantenha-se próximo dela por uns minutos. Brinque de pintar, jogar bola, jogue balão, ou que ela quiser. Faça isso até ela se sentir confortável.

CASO 2:

Tive outra experiência semelhante ao caso um. Porém, percebi que o menino estava se sentindo inseguro de ficar sozinho sem a mãe dele. Ao deparar com a cena, fui até ele, me joelhei e convidei-o para brincar comigo, dizendo para ele não se preocupar que eu ficaria cuidando dele. Assim, a mãe dele conseguiu ir embora. Ele aceitou e pegou da minha mão (foi vontade ele). Perguntei o que ele queria fazer: queria pintar os desenhos da revistinha de atividade do Nosso Clubinho.

Peguei a revistinha que ele queria e alguns giz de cera. Pintamos juntos e, depois de uns quinze minutos, percebi que o menino já estava bastante confortável no espaço. Assim, disse para ele que tinha que fazer algumas tarefas e que ficaria cuidando dele de onde eu estaria (apontei o local com o dedo). No inicio, percebia que ele ficava todo momento olhando para mim, porém depois já estava bastante envolvido com as atividades e já não se preocupava em saber onde eu estava.

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